Um cliente compra um imóvel ou lote e, meses depois, precisa consultar uma parcela. Ele escreve para a empresa pelo WhatsApp. O atendente então procura o cadastro, abre o ERP, confere o contrato e volta à conversa com a resposta. Se surgirem vários pedidos ao mesmo tempo, uma consulta simples pode formar uma fila.
Para construtoras, incorporadoras e loteadoras que usam Sienge ou UAU, integrar o atendimento pelo WhatsApp aos dados do ERP pode encurtar esse caminho. A conversa identifica o pedido, consulta as informações autorizadas e resolve demandas com regras claras. Os casos que exigem análise continuam com a equipe.
Mas por onde começar? A resposta depende menos de instalar um chatbot e mais de definir quais dados serão consultados, quais ações são permitidas e como proteger as informações do comprador.
O WhatsApp se conecta diretamente ao Sienge ou ao UAU?
Na prática, a empresa costuma utilizar uma plataforma de atendimento que recebe a mensagem e se comunica com o ERP por meio das interfaces de integração disponíveis. A plataforma interpreta o pedido, faz a consulta autorizada e apresenta a resposta ou encaminha a conversa para uma pessoa.
O Sienge descreve suas APIs como um meio de conectar sua plataforma a outras soluções. A Globaltec documenta a API de integração REST do UAU Web para comunicação com outros sistemas. Isso oferece um ponto de partida técnico; não significa que toda função do ERP esteja disponível para todo cliente ou que o WhatsApp tenha uma integração automática pronta para qualquer operação.
Quais atendimentos vale integrar primeiro?
Comece pelas solicitações que chegam com frequência e têm um caminho de resolução definido:
- Segunda via de boleto: localizar o contrato e verificar se existe um documento disponível para a parcela solicitada.
- Consulta de parcelas: informar os dados que a empresa decidiu disponibilizar ao cliente.
- Extrato financeiro: organizar o acesso às informações ou encaminhar o pedido de emissão do documento.
- Cópia de contrato: verificar se há um arquivo acessível e se o solicitante pode recebê-lo.
- Acompanhamento de solicitações: identificar o pedido e informar a etapa do atendimento, quando houver dados confiáveis para isso.
Esse recorte inicial ajuda a validar a integração antes de incluir jornadas mais sensíveis, como renegociação, alteração contratual ou discussão de valores.
Passo a passo para planejar a integração
1. Escolha uma jornada concreta
Em vez de começar com o objetivo amplo de “automatizar o atendimento”, escolha uma pergunta recorrente: “Como o cliente pede a segunda via de um boleto?”. Documente quem atende hoje, quais telas consulta, o que confere e em quais situações precisa transferir o caso.
2. Localize a informação no ERP
Confirme onde ficam o cadastro, o contrato, a parcela e o documento correspondente. Verifique se os dados estão completos e atualizados. Uma conversa bem desenhada não compensa um cadastro incorreto ou um boleto ainda indisponível.
3. Confirme as possibilidades da API no ambiente da empresa
No Sienge, é necessário verificar os recursos publicados, o tipo de ambiente e as condições de acesso a APIs. O próprio suporte do Sienge orienta a consultar a disponibilidade dos recursos e pacotes. No UAU, verifique a instalação e configuração da UAU API, a versão utilizada e os serviços relevantes para a jornada. A documentação da Globaltec mostra exemplos de consultas de unidades compradas e boletos disponíveis para reimpressão em integração com sites de clientes; uma aplicação no WhatsApp precisa ser avaliada e implementada para o ambiente específico.
4. Defina como identificar e autorizar o cliente
Antes de mostrar dados financeiros ou enviar contratos, determine como verificar quem está do outro lado da conversa. Ter o número de telefone no cadastro pode ajudar a localizar o contato, mas não deve ser o único critério para liberar qualquer informação sensível. A verificação precisa ser compatível com o risco de cada solicitação.
5. Escreva as respostas e as exceções
O fluxo precisa saber o que fazer quando encontra dois contratos, não localiza uma parcela, recebe um documento indisponível ou percebe divergência de valores. Nesses casos, uma resposta clara e a transferência com o histórico da conversa são mais úteis do que insistir em um menu automático.
6. Teste antes de ampliar
Faça testes com situações reais da operação: cliente com mais de uma unidade, boleto vencido, pagamento ainda não baixado, documento ausente e telefone desatualizado. Depois, acompanhe quantos pedidos são resolvidos, quanto tempo levam e por que são transferidos à equipe.
Exemplo: pedido de segunda via pelo WhatsApp
O cliente envia: “Preciso do boleto do meu apartamento.”
O atendimento identifica o assunto, solicita os dados necessários e verifica a identidade do solicitante. Em seguida, consulta as informações disponíveis no ERP para localizar o contrato e a parcela. Se houver um boleto válido e a operação permitir sua entrega, o cliente recebe o documento ou a orientação definida pela empresa.
Se a parcela estiver vencida, os dados não coincidirem ou houver necessidade de novo cálculo, a conversa segue para o financeiro. O atendente recebe o contexto do pedido e consegue agir sem fazer o cliente contar tudo outra vez.
Esse exemplo ilustra o processo desejado. A execução depende das funções disponíveis no ERP, da integração implementada e das regras de cobrança da empresa.
O que muda para o cliente e para a equipe?
O cliente encontra um caminho mais direto para resolver dúvidas recorrentes. Já a equipe reduz a repetição de consultas e pode dedicar mais atenção a negociações, divergências e solicitações que exigem julgamento humano.
Há também um ganho de organização: ao registrar o assunto, o resultado e o motivo de eventual transferência, a empresa consegue identificar gargalos. Se muitos clientes pedem a mesma informação, isso indica uma oportunidade de melhorar o fluxo ou a comunicação antes mesmo de automatizar uma nova etapa.
Como a IterUp participa desse processo?
A IterUp estrutura o atendimento pelo WhatsApp para empresas da construção civil, conectando conversas aos processos financeiros e de relacionamento com o cliente. O ponto de partida é entender o ERP utilizado, os dados acessíveis e as solicitações que fazem sentido para automação.
Com esse mapeamento, a construtora ou loteadora pode desenhar uma jornada em que pedidos simples seguem um fluxo claro e as exceções chegam à pessoa certa com contexto.
Sua empresa usa Sienge ou UAU e quer agilizar o atendimento pelo WhatsApp? Converse com a IterUp para avaliar as possibilidades de integração no seu ambiente e escolher por onde começar.
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