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Segunda via de boleto pelo WhatsApp: como funciona o atendimento automatizado

O cliente procura o boleto de uma parcela e não encontra. Ele manda uma mensagem para a construtora ou loteadora, espera um atendente localizar seu contrato e depois aguarda o envio do documento. Para o financeiro, esse pedido pode se repetir muitas vezes ao longo do dia.

A segunda via de boleto pelo WhatsApp pode seguir um fluxo mais simples: a mensagem é recebida, o cliente é identificado, os dados da parcela são consultados no sistema da empresa e a resposta é entregue conforme as regras de atendimento. Quando o boleto não está disponível ou existe alguma divergência, a equipe assume a conversa.

Veja o que acontece em cada etapa e quais cuidados tornam esse atendimento útil para o cliente e para a operação.

O que é a segunda via automatizada pelo WhatsApp?

É um processo em que uma plataforma de atendimento ajuda o cliente a solicitar novamente um boleto já relacionado ao seu contrato. Conforme as integrações e permissões configuradas, a plataforma pode consultar o ERP, identificar o documento disponível e enviá-lo ou orientar o acesso por um canal definido pela empresa.

O WhatsApp funciona como a porta de entrada da solicitação. Os dados financeiros e a situação do boleto precisam ser conferidos na fonte usada pela empresa. Por isso, automatizar o atendimento não significa criar um boleto a partir de uma resposta de IA nem reutilizar um arquivo antigo sem verificar sua validade.

Como funciona o pedido, passo a passo?

1. O cliente inicia a conversa

Uma mensagem como “Preciso do boleto deste mês” já indica o assunto. O atendimento pode confirmar qual contrato ou parcela está em questão, evitando uma sequência de menus que não ajuda a pessoa a chegar ao documento.

2. A empresa confirma quem está solicitando

Antes de mostrar valores e documentos, o fluxo precisa localizar o cadastro e verificar se o solicitante pode receber aquelas informações. O método de conferência deve ser definido pela empresa de acordo com o tipo de dado entregue. Um número de telefone conhecido, sozinho, pode não bastar para autorizar o acesso a informações financeiras.

3. A plataforma consulta o sistema financeiro

Com o cliente identificado, a integração verifica o contrato e a parcela correspondente no ERP. A disponibilidade da segunda via depende da situação do boleto e do que o sistema oferece para consulta ou emissão. Se houver mais de uma parcela possível, a conversa deve esclarecer qual delas o cliente deseja.

4. O documento ou a orientação é entregue

Quando existe uma segunda via válida e a operação permite sua disponibilização, o atendimento pode enviar o arquivo ou um caminho seguro para acessá-lo. A mensagem deve explicar a qual parcela ele se refere e orientar o cliente a conferir os dados apresentados pelo banco antes de concluir o pagamento.

5. As exceções chegam ao financeiro

Se o boleto não estiver disponível, aparecer uma diferença de valor ou for necessário recalcular a parcela, a solicitação segue para a equipe. O histórico deve mostrar o que o cliente pediu e em qual etapa surgiu o problema, para que ele não precise começar de novo.

O que fazer se o boleto estiver vencido?

Essa é uma pergunta comum, mas a resposta depende das regras do contrato, da cobrança e do ERP. Uma segunda via pode exigir atualização de encargos, nova emissão ou conferência manual. O atendimento não deve apresentar um valor recalculado por conta própria se essa informação não vier de um processo autorizado da empresa.

Uma resposta adequada pode ser: “Vou verificar se há uma via atualizada disponível. Se for necessário recalcular o valor, nossa equipe financeira continuará seu atendimento.” A promessa feita ao cliente deve corresponder ao que a operação realmente consegue entregar.

E quando o boleto não aparece no sistema?

A falta do documento nem sempre é um erro do chatbot. Ele pode ainda não ter sido gerado, estar indisponível para reimpressão ou depender de uma configuração específica. A documentação do Sienge orienta verificar a geração da remessa, a disponibilidade da segunda via e a requisição de API ao investigar a apresentação do boleto no portal do cliente. A Globaltec também documenta a configuração de reimpressão de boletos no UAU.

Esses exemplos mostram por que a integração precisa ser testada no ambiente da empresa. Se não houver um documento válido para aquela solicitação, o fluxo deve explicar a situação com clareza e encaminhar o caso, sem enviar uma via possivelmente incorreta.

Como ajudar o cliente a evitar boletos falsos?

O envio por um canal conhecido facilita a jornada, mas a empresa ainda precisa orientar a conferência do pagamento. O Banco Central recomenda comparar as informações do boleto com as exibidas pelo banco, especialmente beneficiário e valor, antes de confirmar a operação. A Febraban também destaca a verificação dos dados do beneficiário como cuidado contra o golpe do falso boleto.

Na prática, a construtora ou loteadora pode divulgar seus canais oficiais, orientar o cliente a desconfiar de alterações inesperadas de beneficiário e explicar como pedir uma conferência quando houver dúvida. O fluxo automatizado deve encaminhar suspeitas à equipe, e não insistir para que a pessoa pague imediatamente.

Modelo de conversa para solicitar a segunda via

Cliente: Preciso da segunda via do boleto de setembro.

Atendimento: Posso ajudar com isso. Primeiro, vou confirmar os dados necessários para localizar seu contrato.

Cliente: [Informa os dados solicitados.]

Atendimento: Encontrei sua solicitação. Vou verificar se a segunda via dessa parcela está disponível.

Atendimento, se houver documento válido: Aqui está o caminho para acessar a segunda via. Antes de pagar, confira no aplicativo do banco o beneficiário e o valor exibidos.

Atendimento, se houver divergência: Não consegui confirmar uma via válida para essa parcela. Vou encaminhar seu pedido ao financeiro com o histórico da conversa.

Esse roteiro é ilustrativo. A identificação do cliente, as informações exibidas e a forma de entrega precisam seguir as regras da empresa e as possibilidades da integração.

O que a empresa ganha ao organizar esse processo?

Pedidos de segunda via deixam de depender, em todos os casos, de alguém procurar manualmente um documento e repetir as mesmas instruções. A equipe pode dedicar mais tempo a divergências, acordos e dúvidas que exigem análise. O cliente encontra um caminho claro para resolver uma necessidade recorrente.

Também fica mais fácil acompanhar o atendimento: quantos pedidos foram resolvidos, quantos precisaram de conferência e em quais situações o boleto não estava disponível. Essas informações ajudam a melhorar o processo financeiro, além da conversa no WhatsApp.

Segunda via simples para o cliente, com controle para a empresa

Uma boa automação combina conveniência e conferência. Ela entende o pedido, consulta a informação certa, entrega o que está autorizado e sabe quando envolver o financeiro.

A IterUp ajuda construtoras, incorporadoras e loteadoras a estruturar jornadas de atendimento como a segunda via de boleto pelo WhatsApp, considerando os processos e sistemas de cada operação.

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